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Caso sob suspeita de mal da vaca louca foi notificado no sudeste do Pará, diz governo

Foto: Divulgação

A Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) informou que o caso suspeito de mal da vaca louca atualmente sob investigação foi notificado no sudeste do Estado. Em comunicado, o órgão do governo estadual disse que, de imediato, fiscais coletaram material biológico para análise pelo Laboratório Federal de Agropecuária.

“Houve uma notificação de animal com sintomatologia de doença nervosa, na região sudeste. De imediato, fiscais agropecuários seguiram protocolo sanitário, coletando material biológico e encaminhando-o para análise, no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária. Todas as medidas sanitárias preconizadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estão sendo adotadas”, informa o comunicado.

A Adepará não informou o local de onde a amostra foi coletada nem deu detalhes sobre o animal que manifestou sintomas da doença nervosa. Na terça-feira, também em nota, o Ministério da Agricultura e Pecuária disse apenas que aguarda o resultado dos testes para adotar as medidas cabíveis.

“Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que, acerca do caso suspeito de Encefalopatia Espongiforme Bovina (Mal da “vaca louca”), todas as medidas estão sendo adotadas pelos governos. A suspeita já foi submetida a análise laboratorial para a confirmação ou não e, a partir do resultado, serão aplicadas imediatamente as ações cabíveis”, diz a nota.

O comunicado do Mapa também não dá detalhes do caso. De acordo com o divulgado pelo jornal Valor Econômico, a doença teria sido detectada em um animal de idade avançada criado a pasto. Segundo a reportagem, o possível caso teria sido identificado em um bovino de sete a oito anos de idade em um campo.

Segundo a reportagem, testes preliminares deram negativo para a raiva bovina e positivo para EBB. Agora amostras foram enviadas para o Canadá, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH, na sigla em inglês), e podem sair a qualquer momento.

Ainda conforme o jornal, como a suspeita foi identificada em um animal de idade avançada, a hipótese mais considerada é a de um caso atípico, como os ocorridos em 2021, em Mato Grosso e em Minas Gerais. A reportagem destaca que esses casos são de menor risco de gerar barreiras comerciais de países importadores da carne bovina brasileira.

De qualquer forma, empresas estão atentas em relação à China, já que o protocolo bilateral prevê a suspensão de embarques em caso de problemas sanitários, informa o Valor. Em 2021, os chineses embarcaram por pouco mais de quatro meses o produto brasileiro, pressionando de forma significativa os preços da arroba do boi gordo e da carne bovina.

Globo Rural

Postado em 22 de fevereiro de 2023

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