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Certificação cria corredor no norte e no nordeste do Brasil para exportar soja sustentável

A certificação da cadeia de custódia pela empresa Cargill e por um dos terminais do Porto do Itaqui, no Maranhão, promete criar um corredor que ampliará a exportação de soja certificada pela RTRS (Associação Internacional de Soja Responsável) no norte e no nordeste do Brasil.

Hoje, cerca de 900 mil toneladas são exportadas pela Cargill via Porto do Itaqui – mais de 95% do volume de oleaginosa movimentado pela empresa no Matopi (Maranhão, Tocantins e Piauí). Com a medida, a estimativa é de que de 8% a 12% do total embarcado venha de produtores certificados. E a projeção é de crescimento gradativo nos próximos anos.

Só em 2019, o Porto do Itaqui movimentou cargas com destino a 81 países e foi o quinto terminal com maior volume de carga entre os portos públicos do Brasil. O principal mercado atendido é o de grãos. A expectativa é de que, em 2020, movimente mais de 15 milhões de toneladas, sendo 10 milhões de soja.

A Cargill obteve certificação para 47 localidades – quatro unidades de processamento em Barreiras (BA), Rio Verde (GO), Três Lagoas (MS) e Uberlândia (MG), uma unidade de transbordo em Caipoânia (GO), três terminais portuários em Miritituba (PA), Santarém (PA) e Itaqui (MA), além de 39 armazéns localizados no Distrito Federal, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rondônia e Tocantins.

“Desse modo, estamos contribuindo para fortalecer e ampliar o volume de produção da soja certificada em nossa área de influência, garantindo segurança alimentar para o mundo, que precisa dessa produção sustentável”, destaca Ted Lago, presidente do Porto do Itaqui.

A empresa disse ter completado o mapeamento de localização de pontos de coleta para 100% dos fornecedores de fazendas de soja no Brasil e estima que 95,68% de sua soja originária do Brasil é cultivada em terras livres de desmatamento e conversão – o restante, segundo a Cargill, trata-se de conversão legal, autorizada pelas autoridades ambientais.

Segundo a companhia, que tem como meta zerar o desmatamento na cadeia até 2030, a certificação faz parte de esforços em busca de maior proteção ambiental e transparência. “A certificação RTRS vai permitir que uma parte significativa da soja sustentável produzida no Brasil possa ser escoada para o mercado”, destaca a gerente de sustentabilidade do negócio agrícola da Cargill na América do Sul, Renata Nogueira.

Fonte: Globo Rural

Postado em 25 de setembro de 2020

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