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Queijo: questão cultural e redução do poder de compra influenciam consumo no Brasil

Foto: Cidasc

Em qualquer balcão de frios de supermercados e padarias é fácil encontrar a venda de queijo prato e o muçarela a granel. É uma mostra da popularidade do produto na preferência do consumidor, mas ainda é pouco. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Queijo (Abiq), o consumo médio per capita de queijos no Brasil é de cerca de 5,6 kg/ano.

A Argentina, por outro lado, tem o maior consumo da América Latina, com 12 kg per capita/ano. Campeã mundial nesse quesito, a Grécia consumiu, em 2014, nada menos do que 37,4 quilos de queijo per capita/ano, segundo a Organização Mundial para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Para estimular o crescimento do consumo no Brasil, no entanto, é preciso mais do que recompor o poder aquisitivo da população.

A engenheira agrônoma Fabiana Cunha Viana Leonelli, professora do Departamento de Engenharia de Biossistemas da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos de Pirassununga (FZEA) da USP, diz que o produto é um dos alimentos que mais se incorporam ao hábito alimentar de um povo.

“Há também questões culturais envolvidas no consumo do queijo não apenas no Brasil, mas ao redor do mundo. Essas diferenças entre níveis de consumo também se explicam por preferências regionais e pelo significado que o queijo tem na formação gastronômica de um povo, ultrapassando a dimensão alimentar. Mas como alimento, o queijo é parte do patrimônio cultural em países como França e Itália”, explica. Vale ressaltar que Itália, França e Espanha respondem por metade dos cerca de dois mil tipos de queijo que existem no mundo.

Canal Rural

Postado em 13 de fevereiro de 2023

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